Artigos – Valência Psicoterapia Cognitiva ../../../index.html Psicoterapia Cognitivo Comportamental e Terapia do Esquema Wed, 21 Aug 2024 16:18:59 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 ../../../wp-content/uploads/2018/11/cropped-cropped-icon-1-32x32.png Artigos – Valência Psicoterapia Cognitiva ../../../index.html 32 32 Como identificar a depressão na forma de raiva ../../../como-identificar-a-depressao-na-forma-de-raiva/index.html Mon, 02 Dec 2019 13:10:53 +0000 https://valenciapsicoterapia.com.br/?p=15361 Somos acostumados que alguns sentimentos que expressamos refletem exatamente as emoções que os originam. A tristeza, ou o ato de chorar, significa explicitamente tristeza. A felicidade só está presente em quem sorri. A raiva é sempre um sintoma de personalidade explosiva. Todas essas definições são muito rasas, ao passo que as mesmas são definidas mais pelos costumes e cultura do ambiente de criação, do que pelo significado real de cada tipo de emoção humana.

Aqui nós vamos tratar especificamente da depressão em formato de raiva, algo um pouco incomum, mas que pode ser um inimigo silencioso que pode impactar negativamente na vida de indivíduos.

Geralmente, a depressão manifestada através da raiva pode ser uma estratégia hipercompensatória para lidar com a tristeza ou frustração. Porém, um dos agravantes de um paciente que demonstra raiva ao invés de tristeza durante processos depressivos, é que os sentimentos de tristeza ficam mascarados, podendo confundir o diagnóstico adequado e, assim, retardar a abordagem devida do transtorno depressivo. Neste sentido é o tratamento psicoterápico auxilia o paciente a descobrir os caminhos mais adaptativos que levam o indivíduo a enfrentar seus sentimentos de forma mais adaptativa. O benefício da psicoterapia para o paciente é o autoconhecimento, que possibilita a regulação emocional. E, assim, buscar estratégias mais adequadas para lidar com as situações de vida.

Os prejuízos referentes a manifestação da depressão pela raiva podem ser identificados pelos comportamentos explosivos ou impulsivos. Os indivíduos podem se expor mais a riscos desnecessários motivado por sentimentos de vingança contra algo ou alguém, ou reativos a alguma frustração.

Esta agressão, como estratégia disfuncionais de regulação emocional, pode induzir as pessoas a apresentarem comportamentos aditivos, como o uso de substâncias psicoativas, que pode se estender também a outros tipos de comportamentos impulsivos sem o uso de substâncias, como uso abusivo da internet, atualmente, e do jogo. Estes comportamentos são constituídos progressivamente durante a vida do indivíduo, com o objetivo se superar a pressão do dia a dia e o enfrentamento das emoções negativas.
Portanto, seja um familiar, um amigo ou um paciente, preste sempre atenção em como a raiva está afetando aquele indivíduo, pois ele deve receber atenção e acolhimento o mais cedo possível. Lembrando que a Depressão é um quadro clínico composto por uma série de sinais e sintomas que vão além do humor identificado.

Para essa pessoa, será muito mais complicado se abrir, portanto, exige paciência e incentivo de quem está próximo, para que ela adote um tratamento adequado para a depressão. Os sinais nem sempre são óbvios, logo, a ajuda de um profissional de psicologia é essencial para realizar esse diagnóstico.

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Drogas Sintéticas: O Beijo da Morte ../../../drogas-sinteticas-o-beijo-da-morte/index.html Tue, 26 Nov 2019 20:34:36 +0000 https://valenciapsicoterapia.com.br/?p=15360 A diminuição da percepção de risco em relação ao uso de substâncias psicoativas é um processo individual e que sofre a influência de vários fatores. Entre eles, a fonte em que são buscadas informações é um importante aspecto a ser considerado. Neste sentido, quando falamos das novas drogas sintéticas observamos uma carência de informações seguras.

Antes mesmo de serem batizadas, estas drogas chegam nas mão dos adolescentes como “LSD sintético” induzindo o consumidor a acreditar que conhece os efeitos do que está usando, entretanto, nem mesmo a ANVISA conhece os efeitos dessas substâncias. Com isso, a intoxicação por essas drogas, poderosas, tem acarretado em mortes. Os usuários, acabam chegando aos serviços de emergência para serem socorridos e o que acontece é que por serem drogas tão novas, não existem testes para detecção do tipo de substância, muito menos um “antídoto” que seja capaz de reverter os efeitos dessas drogas. Foi o que aconteceu com um adolescente de Igrejinha/RS, em que o Insituto Geral de Pesquisa (IGP) levou quase um ano para conseguir identificar o composto químico que foi utilizado.

Espera-se que mais notícias como esta possa auxiliar na adequação da percepção de risco sobre o uso de substâncias, principalmente por adolescentes, que estão mais vulneráveis ao uso de drogas.

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Quando procurar um psiquiatra? ../../../quando-procurar-um-psiquiatra/index.html Tue, 08 Oct 2019 03:28:26 +0000 https://valenciapsicoterapia.com.br/?p=15350 A dúvida de quando é necessário procurar um psiquiatra é algo que inquieta tanto os pacientes, quanto diversos profissionais da área da saúde. É fato que nem todo sintoma, desconforto ou, até mesmo, transtorno mental necessitam acompanhamento da psiquiatria clínica. As variadas abordagens psicoterápicas, assim como outras modalidades terapêuticas, podem ser eficientes para auxiliar o indivíduo a lidar com seus conflitos emocionais. Por outro lado, existem algumas situações específicas que requerem avaliação médica e suporte psicofarmacológico.

Diversos protocolos já foram desenvolvidos para melhor orientar este fluxo de encaminhamento ao psiquiatra. No entanto, persistem muitas dúvidas (além de resistência) acerca da busca por esta especialidade médica. Sintetizando estas orientações técnicas, pode-se afirmar que o principal critério para definir a necessidade da consulta psiquiátrica é a avaliação da intensidade do sofrimento emocional e do impacto deste na vida do indivíduo. Portanto, quando há piora progressiva dos sintomas ou ausência de resposta à alguma intervenção, prejuízos na funcionalidade global, desconexão com a realidade, surgimento de riscos para si ou para terceiros é fundamental a avaliação psiquiátrica para estabelecimento de diagnóstico clínico e implementação de tratamento medicamentoso, quando necessário.

Como vem sendo progressivamente demonstrado pela neurociência, diversos quadros psíquicos apresentam forte componente orgânico que, como outras patologias clínicas, exigem farmacoterapia para que tenham alívio ou remissão. Além disto, evidências científicas sólidas apontam que a integração entre tratamento biológico e psicoterápico otimiza o processo terapêutico acelerando a melhora dos sintomas, diminuindo consequências orgânicas, sociais e psicológicas e, principalmente, reduzindo significativamente os índices de suicídio.

É preciso, então, estarmos atentos à piora de quadros como tristeza, ansiedade ou descontrole de impulsos, dentre tantos outros. Os prejuízos nas relações interpessoais ou capacidade laboral também são fortes indícios da presença de patologia psiquiátrica que merece ser avaliada. Desta forma, o tratamento combinado atua através da complementaridade, auxiliando as psicoterapias na complexa tarefa de tratar o sofrimento mental.

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Agosto Dourado ../../../agosto-dourado/index.html Tue, 13 Aug 2019 22:17:56 +0000 https://valenciapsicoterapia.com.br/?p=15317 Amamentar é a forma mais natural de alimentar, porém, ao contrário do que muitos dizem, não acontece naturalmente, necessariamente. O bebê nasce com o reflexo de sucção, mas não com o conhecimento da pega correta. A mãe, “recém-nascida”, também desconhece o processo.

Fala-se cada vez mais sobre o tema, procurando informar, desmistificar e principalmente, apoiar e acolher a lactante. Profissionais especializados no assunto estão cada vez mais disponíveis e acessíveis. A procura pela ajuda qualificada pode influenciar positivamente este desfecho.

Consultoras em amamentação afirmam que casais que procuram orientação durante a gestação, antes do bebê chegar, evitam as dificuldades para amamentar em até 70% dos casos. Ou seja, a informação pode fazer toda a diferença! Caso a consultoria seja realizada após a chegada do bebê, até 90% das situações são resolvidas. Claro, quanto mais cedo, melhor!

Segundo orientação das consultoras, um momento que deve ser incentivado e respeitado, é a primeira hora de vida do bebê junto ao corpo da mãe. A chamada “golden hour” ajuda a manter a temperatura do recém-nascido (é uma “incubadora natural”), estimula a amamentação – pois encoraja o bebê a mamar aproveitando o seu forte reflexo de pega e sucção – e favorece a descida do colostro, que auxilia na imunização do RN.

Não é possível que os pais saibam tudo, as mamães não vêm com manual instintivo da amamentação e esse processo não precisa ser solitário. Procurar ajuda qualificada é, além da orientação técnica, um importante apoio e suporte emocional para toda a família.

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O que devo esperar da relação com o meu terapeuta? ../../../o-que-devo-esperar-da-relacao-com-o-meu-terapeuta/index.html Wed, 26 Jun 2019 01:54:47 +0000 https://valenciapsicoterapia.com.br/?p=15305 A ética e o profissionalismo devem sempre existir em qualquer relação terapeuta/paciente. Sigilo, cuidado, respeito, empatia e comprometimento são componentes essenciais para qualquer processo terapêutico.

A forma como o terapeuta se relaciona com os pacientes depende da abordagem teórica que ele tem como base, combinado ao seu estilo pessoal. Então, a forma de se relacionar com o paciente faz parte das estratégias terapêuticas, ou seja, faz parte do tratamento.

Na Terapia do Esquema a relação terapêutica é entendida como uma ferramenta fundamental. Deste modo, o terapeuta é humano, genuíno, afetivo, expontâneo e busca oferecer ao paciente as necessidades emocionais que ele precisa, dentro dos limites terapêuticos. A ideia fundamental da Terapia do Esquema é que o paciente experimente uma relação saudável e transformadora, para que consiga levar este modelo de relação para a sua vida.

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Bê-a-bá da Terapia do Esquema ../../../be-a-ba-da-terapia-do-esquema/index.html Wed, 24 Apr 2019 02:57:17 +0000 https://valenciapsicoterapia.com.br/?p=15265 Você quer saber do que se trata?

As profissionais da Valência Psicoterapia fazem uso da Psicologia Cognitiva para o tratamento psicoterápico, primordialmente Terapia Cognitivo Comportamental e Terapia do Esquema. A Terapia do Esquema é uma terapia considerada relativamente recente, mas que tem alcançado resultados importantes, principalmente com pacientes refratários, que não respondem ao tratamento convencional ou que apresentam uma dor emocional muito intensa. O texto que segue pretende auxiliar no entendimento sobre esse tipo de terapia que vem ganhando cada vez mais espaço.

Em cada fase de nossa infância e adolescência apresentamos necessidades emocionais básicas as quais nossos pais e/ou cuidadores precisam suprir. Ao nascer somos seres indefesos que precisam do outro para sobrevivência e crescimento, portanto a proteção e vínculo seguros são imprescindíveis nesta fase. Assim cada etapa evolutiva apresenta uma necessidade específica e, quando os cuidadores/pais não conseguem suprir essas demandas emocionais podemos formar Esquemas Iniciais Desadaptativos.

Esses esquemas formados na infância e adolescência vão ditar a forma como enxergamos o mundo. Neles estão contidas sensações, emoções, cognições que auxiliam você a interpretar as situações cotidianas, a fazer escolhas, ou seja, permeiam sua vida. Por exemplo, você pode ter um esquema de Abandono, originado por vivências de abandono na infância – sua mãe faleceu, seu pai não estava presente, perdeu alguém importante na família, etc… Agora na vida adulta você enxerga as relações através deste filtro do Abandono, você se sente abandonada quando uma amiga não responde uma mensagem, vive com medo de perder o namorado, uma ligação não atendida pode suscitar um sentimento extremo de que está sendo abandonada(o), uma colega de trabalho ter mudado de emprego pode ser sentido de forma muito intensa, enfim a dor do abandono está sempre presente.

A Terapia do Esquema busca identificar a presença destes esquemas desadaptativos e auxiliar na cura esquemática, buscando reparar essa dor para que ela não fique tão presente na vida adulta. Assim as vivências atuais terão menor interferência das experiências nocivas do passado, fazendo com que você possa se relacionar com o mundo de uma forma mais saudável.

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Preocupações ../../../preocupacoes/index.html Tue, 23 Oct 2018 00:50:11 +0000 https://peoplesec.com.br/v/?p=14921 As preocupações fazem parte do nosso cotidiano e nos são úteis para que possamos resolver problemas e nos proteger de situações perigosas. No entanto, algumas pessoas costumam se preocupar de forma excessiva, ou seja, passam a maior parte do tempo se preocupando com uma série de coisas, tais como saúde, dinheiro, relacionamento, segurança, desempenho, entre outras, como uma tentativa de ter controle e evitar problemas. Estas pessoas podem nem saber, mas sofrer de Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), um quadro caracterizado por pensamentos catastróficos que geram preocupações constantes de que o pior irá acontecer. Sintomas como dificuldade para dormir, irritação, tensão muscular e cansaço são constantemente vivenciados, além disso, dificuldade para relaxar e sensação de estar sempre nervoso são queixas freqüentes entre indivíduos que sofrem deste transtorno.

Esta é uma condição crônica, isto é, se mantém presente em boa parte da vida e já é vista como sendo uma característica pessoal. Assim, a maioria das pessoas com TAG nunca buscam tratamento psicoterápico, elas geralmente vão ao médico e reclamam de sintomas físicos vagos, tais como fadiga, dores, dificuldade para dormir ou problemas intestinais. Aquelas que finalmente procuram tratamento esperam muito tempo antes de fazê-lo, sendo que esta demora pode ocasionar prejuízos nas diversas áreas da vida.

A preocupação é um problema tão disseminado que pode até mesmo não parecer um problema. Entretanto, para muitas pessoas, aprender a lidar com as preocupações pode significar qualidade de vida, pois a diminuição da ansiedade restaura o bem-estar emocional e físico. Com a terapia o indivíduo aprende a identificar e lidar melhor com a ansiedade, conseguindo ter outros recursos para aliviar medos e anseios. Desta forma, é possível selecionar as preocupações produtivas das improdutivas, para, assim, resolver da melhor forma possível os problemas do dia-a-dia e, principalmente, conseguir relaxar.

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Overposting e a Busca de Aprovação ../../../overposting-e-a-busca-de-aprovacao/index.html Thu, 09 Aug 2018 04:18:50 +0000 https://valenciapsicoterapia.com.br/overposting-e-a-busca-de-aprovacao/ O uso das redes sociais é um assunto amplamente discutido. O que seria uma utilização saudável? O quanto favorece ou desfavorece as relações reais? Qual a idade mínima para se inserir em uma rede social? São inúmeras discussões em voga. O fato é que muitos de nós não estamos preparados para lidar com essa ferramenta de um modo sadio, podendo resultar no emprego indiscriminado e nocivo ou, até mesmo, denunciar sintomas de algum desajuste emocional.

Nesse sentido o overposting pode ser um indício da existência de alguma perturbação no funcionamento do indivíduo, ou seja, postar muitas coisas em um intervalo de tempo restrito pode estar a serviço de alguma disfuncionalidade. Muitas pessoas trabalham e sobrevivem das redes sociais: blogueiras, artistas, cantores entre outros precisam estar o tempo inteiro em contato com seu público, consequentemente fazem uso dessas ferramentas maciçamente. Mas não são só estas pessoas que postam de forma exagerada. É provável que você conheça alguém que faça o uso indiscriminado das redes sociais à caça de likes, que tenha um gosto por postar cada passo dado e que frequentemente está presente em seu feed.

Comumente as pessoas que necessitam desta exposição descomedida de sua imagem podem estar buscando uma aprovação social. Na Teoria do Esquema chamamos de Busca de Aprovação/Reconhecimento o esquema que consiste na necessidade de se sentir aceito através de feedback constante do ambiente. Este padrão faz com que o indivíduo necessite de aplausos e reações positivas para mensurar seu valor. Na era digital uma forma de se atingir isso é através de likes e comentários sobre as postagens.

Para essas pessoas o seu valor está intimamente conectado àquilo que os outros pensam sobre elas e/ou sobre aquilo que possui. Este comportamento pode estar condicionado a crenças arraigadas de desvalia e extremo sofrimento psíquico. Para se admirar, precisa que os outros o admirem primeiro, buscando esse retorno incessantemente para evitar o sentimento de rejeição.

Enfim a forma como nos relacionamos com o ambiente fala muito sobre nossos esquemas mentais, sobre nossas necessidades a serem preenchidas. É preciso olhar para si e buscar preencher essas faltas de uma forma sadia, caso contrário estaremos reforçando nossas crenças de desamor. Ou seja, medir nosso valor através dos likes recebidos pode ser uma forma perigosa e reforçadora dessas crenças. Caso você identifique que não está lidando bem com suas redes sociais procure ajuda para entender seus padrões, a terapia pode ser uma grande aliada da sua autoestima.

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O que te faz ficar só? ../../../o-que-te-faz-ficar-so/index.html Tue, 12 Jun 2018 00:40:08 +0000 https://valenciapsicoterapia.com.br/o-que-te-faz-ficar-so/ O dia dos namorados costuma trazer com ele algumas reflexões e questionamentos. Muitas pessoas sentem dificuldades na busca por relações satisfatórias e, mesmo não querendo, acabam por manter um padrão de solidão, rejeição e/ou abandono. A Terapia do Esquema busca mapear um padrão comum de estratégias automáticas defensivas (utilizadas pelas pessoas nos relacionamentos) que acabam por manter a solidão, mesmo que no fundo haja o desejo de uma relação satisfatória de apoio, aceitação e valorização.

Evitar os relacionamentos íntimos é uma estratégia de enfrentamento que teria como intenção principal a proteção do provável sofrimento causado pelas relações. O indivíduo, por medo da rejeição, desamparo, abandono, abuso, entre outros medos, fecha-se emocionante e foge de relações. Entretanto, mesmo que a intenção seja defender-se de marcas dolorosas da história e memórias de experiências traumáticas de outras relações, o indivíduo revive as dores pelo padrão solitário estabelecido.

Outra estratégia nociva comum é a hipercompensação. Nesse caso, a pessoa tem respostas comportamentais no sentido de impedir que os seus medos se confirmem. Então, o controle, o sufocamento, exigências exageradas do outro e até mesmo abusos são utilizados, tudo para que as frustrações de vivências de insatisfação um dia já sentidas na história de vida não se repitam. Com esse tipo de postura, os outros não conseguem entender, validar e suprir adequadamente suas reais necessidades emocionais. Em muitos casos, essa estratégia afasta as pessoas do convívio e mantém a solidão.

Por último, a resignação a padrões nocivos ou insatisfatórios de relacionamentos pode ser uma estratégia para não sofrer ainda mais, acalmando medos profundos de possíveis retaliações, desamparo e abandono. A busca assertiva por direitos e necessidades reais é temida, pois isso poderia gerar incomodo no outro. Contudo, atitudes complacentes e passivas alimentam a subjugação, insatisfação e sensação de estar sozinho mesmo acompanhado.

O medo de sentir as dores da solidão e das sensações da vulnerabilidade humana aciona defesas que, muitas vezes, ao invés de proteger aumentam a dor. O uso exagerado dessas estratégias de defesa faz o indivíduo perder a oportunidade de viver uma troca emocional saudável e satisfatória.

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Além da TPM ../../../alem-da-tpm/index.html Fri, 25 May 2018 01:00:40 +0000 https://valenciapsicoterapia.com.br/alem-da-tpm/ Que mulher nunca apresentou crises de choro ou de raiva, compulsão alimentar ou exaustão físico-emocional no período pré-menstrual? Seguramente, a maioria das mulheres já experimentou alguma sensação exacerbada nesta fase do seu ciclo menstrual. Assim, a maior parte das pessoas sabe o que significa Tensão Pré-Menstrual (famosa TPM). No entanto, é pequena a parcela da população que realmente tem conhecimento de que esta “montanha russa hormonal”, tão característica do universo feminino, possa configurar um transtorno psiquiátrico em alguns casos.

Por muitos séculos, o sofrimento gerado pela TPM foi negligenciado, cientificamente falando, por receio de se patologizar uma ciclagem hormonal fisiológica feminina. De fato, a maior parte das mulheres em idade reprodutiva apresenta alterações naturais, tanto físicas quanto emocionais, no período que antecede a menstruação. Em outras palavras, não há processo patológico. Contudo, existe um grupo que manifesta sintomas intensos, acarretando em maior impacto nos relacionamentos interpessoais e na sua funcionalidade durante este período. Os prejuízos nas atividades diárias e os sintomas somáticos têm tamanha relevância que houve aceitação sobre a identificação de um transtorno psiquiátrico.

O Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM) foi identificado e nomeado em 2012 pela Associação Psiquiátrica Americana. Esta síndrome é classificada como um transtorno depressivo, com prevalência de 5 a 8% das mulheres em idade fértil. Este distúrbio acontece ciclicamente e caracteriza-se por surgimento de alterações físicas e psíquicas durante a fase lútea do ciclo menstrual. A etiologia é multifatorial, sendo a hereditariedade um fator importante no risco do desenvolvimento do transtorno. Os sintomas são diversos e com graduações distintas, dificultando a diferenciação entre reação fisiológica e quadro patológico. Labilidade emocional, irritabilidade, tristeza, ansiedade, cansaço, alteração do apetite e do sono e sintomas físicos (dor nas mamas, dor de cabeça, distensão abdominal) fazem parte da sintomatologia do TDPM.

Desta forma, o diagnóstico do TDPM não é tarefa simples. Não existem marcadores, exames de imagem ou laboratoriais que comprovem a doença. A avaliação clínica cuidadosa, compreendendo a exclusão de outras causas orgânicas, a investigação sobre história pregressa e principalmente a avaliação dos prejuízos causados por este transtorno, é o definidor do diagnóstico. Existem sintomas específicos que precisam ocorrer na semana que antecede ao sangramento menstrual que cessam após o início da menstruação e que tenham acontecido em, pelo menos, dois ciclos menstruais.

Como citado anteriormente, o TDPM acomete uma minoria e é inapropriado generalizar que todas as mulheres que apresentam alguma sensação exacerbada pré-fluxo menstrual deva procurar ajuda especializada. Por outro lado, é um alento para as portadoras de TDPM ter o diagnóstico e receber atenção adequada. O tratamento envolve desenvolvimento e manutenção de hábitos saudáveis como atividade física, higiene do sono e alimentação equilibrada. Também pode ser necessário uso de medicamentos associados à psicoterapia para alívio do sofrimento.

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