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Preocupações

Por Kelly Paim

As preocupações fazem parte do nosso cotidiano e nos são úteis para que possamos resolver problemas e nos proteger de situações perigosas. No entanto, algumas pessoas costumam se preocupar de forma excessiva, ou seja, passam a maior parte do tempo se preocupando com uma série de coisas, tais como saúde, dinheiro, relacionamento, segurança, desempenho, entre outras, como uma tentativa de ter controle e evitar problemas. Estas pessoas podem nem saber, mas sofrer de Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), um quadro caracterizado por pensamentos catastróficos que geram preocupações constantes de que o pior irá acontecer. Sintomas como dificuldade para dormir, irritação, tensão muscular e cansaço são constantemente vivenciados, além disso, dificuldade para relaxar e sensação de estar sempre nervoso são queixas freqüentes entre indivíduos que sofrem deste transtorno.

Esta é uma condição crônica, isto é, se mantém presente em boa parte da vida e já é vista como sendo uma característica pessoal. Assim, a maioria das pessoas com TAG nunca buscam tratamento psicoterápico, elas geralmente vão ao médico e reclamam de sintomas físicos vagos, tais como fadiga, dores, dificuldade para dormir ou problemas intestinais. Aquelas que finalmente procuram tratamento esperam muito tempo antes de fazê-lo, sendo que esta demora pode ocasionar prejuízos nas diversas áreas da vida.

A preocupação é um problema tão disseminado que pode até mesmo não parecer um problema. Entretanto, para muitas pessoas, aprender a lidar com as preocupações pode significar qualidade de vida, pois a diminuição da ansiedade restaura o bem-estar emocional e físico. Com a terapia o indivíduo aprende a identificar e lidar melhor com a ansiedade, conseguindo ter outros recursos para aliviar medos e anseios. Desta forma, é possível selecionar as preocupações produtivas das improdutivas, para, assim, resolver da melhor forma possível os problemas do dia-a-dia e, principalmente, conseguir relaxar.