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Você é como você se vê?

Por Renata K. de Souza Erdos

A marca de produtos de higiene pessoal e de beleza Dove fez uma linda campanha – Retratos da Real Beleza – mostrando a diferença entre como nos vemos e como somos vistos. Ao assistir é emocionante perceber o quanto distorcemos – para pior! – nossa imagem. Essa autopercepção influencia na maneira como nos relacionamos com o mundo, com as pessoas e com nós mesmos.

A autoimagem é definida como a interação entre o comportamento perceptivo, que é a avaliação das características do corpo, com o componente postural, que é a resposta afetivo-cognitivo-comportamental a essa avaliação. A percepção contribui na formação da imagem corporal, pois é uma interpretação da realidade que envolve as sensações individuais, tais como: memória, imaginação, pensamento e as qualidades afetivas e intelectuais da personalidade. Quando a percepção da autoimagem não corresponde a indicadores objetivos, está ocorrendo um desvio da imagem.

Grande parte das pessoas tem uma visão distorcida da sua aparência física. A maioria delas sente insatisfação e preocupação com sua aparência social. Isso significa que tais pessoas podem apresentar comprometimento nos três componentes da imagem corporal: a percepção, o pensamento-afeto e o comportamento.

A terapia cognitivo-comportametal tem como objetivo corrigir as distorções cognitivas de maneira que possamos perceber a realidade mais próxima do que ela realmente é. A modificação de padrões distorcidos de pensamentos e a reestruturação de crenças são focos do tratamento, no qual são utilizadas técnicas comportamentais e cognitivas para esta finalidade. 

Assistam e aproveitem: que não sejamos tão críticos com nós mesmos!