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Alimentação da Gestante

Por Alice Bayer Monteiro

A alimentação da gestante deve ser rica e variada em vitaminas, minerais e fibras. Para isso é muito importante a ingestão diversos tipo de frutas, vegetais e legumes. Durante a gestação a necessidade de ferro da dieta da futura mãe fica aumentada, para alcançar essa necessidade é importante a ingestão de carne, ovos, feijão e vegetais verdes escuros.

A ingestão adequada de água é fundamental para a saúde da mãe e do bebê. A hidratação correta também ajuda a manter a quantidade adequada de líquido amniótico, essencial para a saúde do feto. É muito comum casos de constipação em gestantes, e para isso é crucial o consumo adequado de água, fibras, pré e probióticos.

Álcool e carnes cruas ou mal passadas não devem ser ingeridos. A cafeína deve ser evitada ou consumida com moderação. Ela é presente em alimentos como refrigerantes a base de cola e guaraná, chocolates, café, chimarrão, chás preto, verde, amarelo e branco. Além disso, é preciso ter prudência com qualquer tipo de chá.

Vegetais crus devem ser evitados no primeiro trimestre de gestação. Os alimentos podem estar contaminados por uma bactéria chamada de Listeria. Essa contaminação causa uma intoxicação alimentar perigosa para o bebê. O cozimento dos alimentos mata essa bactéria, não trazendo mais riscos. Para comer vegetais crus o ideal é prepará-los em casa, higienizando-os em água com cloro.

Uma pesquisa feita por um cardiologista gaúcho, que foi publicada por uma revista científica internacional, acompanhou o desenvolvimento do coração de fetos e descobriu evidências clínicas de que, no último trimestre da gestação (entre a 28ª e a 40ª semana), o consumo de flavonoides pode levar à insuficiência cardíaca do bebê. Os flavonoides são encontrados no suco de uva integral, chimarrão, chás e chocolate, por exemplo, além de outros. O nível de tolerância permitido não foi avaliado, portanto, a recomendação é ter cuidado com esses alimentos no último trimestre gestacional.

Os alimentos ingeridos pela mãe influenciam na formação do paladar do bebê. Isso acontece porque as papilas gustativas – aqueles pontinhos que temos na língua, responsáveis por detectar as variedades de sabores – começam a se formar entre a sétima ea oitava semana da gestação.Os sabores doce, salgado, amargo e ácido são sentidos por meio dolíquido amniótico e chegam até o útero através da circulaçãosanguínea da gestante. Por isso, é importante que as mãespriorizem a variedade de alimentos para que a criança tenha contatocom os diferentes sabores e aromas levados pelo líquido amniótico.Essa é a primeira experiência do paladar do bebê. Portanto, épreciso ter moderação com alimentos doces, para evitar que opaladar doce seja ainda mais aguçado.

A mãe deve se preocupar em ter uma dieta variada e saudável, garantindo os nutrientes necessários para um desenvolvimento fetal adequada. Evitar excessos, porém sem restrições severas, auxilia no ganho de peso adequado às semanas gestacionais.