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Setembro Amarelo

Por Alexandra B. Nabinger

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) o suicídio está entre as dez principais causas de óbito no mundo, sendo a segunda maior causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos. Cabe salientar que em TODAS as faixas etárias o suicídio pode estar presente como desfecho trágico do sofrimento humano. Estes dados não incluem as tentativas de suicídio, as quais são estimadas como VINTE vezes mais frequentes que o ato consumado. Além disto, estudos mostram que para cada óbito por suicídio há, no mínimo, 5 ou 6 pessoas próximas ao falecido cujas vidas são profundamente afetadas emocional, social e economicamente.

Portanto, o problema é complexo e merece atenção multissetorial para que possa ser prevenido. O primeiro passo para abordar o tema é trabalhar com psicoeducação da população geral, ou seja, é preciso informação sobre a existência de transtornos mentais que levam os indivíduos a dar fim à própria vida. Assim, o movimento Setembro Amarelo (www.setembroamarelo.org.br) surgiu com a proposta de discussão, conscientização e desenvolvimento e estratégias de combate ao suicídio, uma vez que dados científicos provam que a maior parte dos casos podem ser prevenidos.

Há quatro anos uma ação publicitária genial conseguiu redução de 85% na taxa de suicídio em uma cidade da Coréia do Sul. Com frases de suporte, apoio e desenvolvimento da esperança foi possível frear o impulso e combater diversas mortes. Isso mostra que movimentos sociais, preferencialmente aliados ao acompanhamento especializado, podem salvar vidas.